Poesia Aos Mortos
Meu riso de lesma se extingue
Hambolt disfarça de prata
sua negra depressão
Na rua...
Não. Nas ruas não há nada
a este horário
...Apenas o violeta das flores
A Lua já se foi
Ainda posso ver no silêncio do céu
o espaço que ocupava
momentos antes
entre as nuvens
...E eu fiquei
costurando tarjas pretas
na boca do boneco
para que ele não diga, nunca mais
palavras de fogo
a um visitante
...Procuro entre os dedos o cigarro cúmplice
Wholzer ri e chora ao mesmo tempo
E um tom azul-turquesa me separa das pessoas
ao redor da mesa
Meu riso de lesma se extingue
Hambolt disfarça de prata
sua negra depressão
Na rua...
Não. Nas ruas não há nada
a este horário
...Apenas o violeta das flores
A Lua já se foi
Ainda posso ver no silêncio do céu
o espaço que ocupava
momentos antes
entre as nuvens
...E eu fiquei
costurando tarjas pretas
na boca do boneco
para que ele não diga, nunca mais
palavras de fogo
a um visitante
...Procuro entre os dedos o cigarro cúmplice
Wholzer ri e chora ao mesmo tempo
E um tom azul-turquesa me separa das pessoas
ao redor da mesa
Sábado
23h55
Relógios flutuando
murmúrios mentirosos, frio
Wholzer quase consegue gritar de tanta dor
Venta muito
Lá fora, do outro lado da rua
as folhas aleijadas que caem das árvores
fogem, arrastando-se rapidamente
à procura de um último raio de luar
Hambolt chora
O que escrever hoje?
O que fazer hoje, quando ontem já se foi?
O que pensaria Wholzer?
Como explicar tudo à surda Amnetta?
Sugestões:
Enviar para a Caixa Postal 16957
Aos cuidados do boneco Arthuro.
